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Acrimat
Edição 7 - Ano 1 - 17 de Junho de 2009
CRISE DOS FRIGORÍFICOS

Termina amanhã o prazo para
pecuarista se habilitar no processo
do Independência

Dívidas com pecuaristas mato-grossenses
superam R$ 55 milhões
 
Crise continua: Independência fecha três unidades em MT

Termina nesta quinta-feira o prazo para que os credores do frigorífico Independência se manifestem sobre créditos ou para que se habilitem no processo de Recuperação Judicial, caso ainda não estejam inseridos. A data é limite também para que o pecuarista confira se o montante apresentado pela indústria é realmente o valor real da dívida.

O edital formalizando os processos de Recuperação Judicial do Frigorífico Independência e da Empresa Nova Carne Indústria de Alimentos Ltda. foi publicado no dia 2 de junho pela Justiça de São Paulo. De acordo com informações do assessor jurídico da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Armando Biancardini Candia, o Plano de Recuperação Judicial ainda não foi apresentado.

Segundo o edital publicado, a dívida da indústria frigorífica junto aos pecuaristas é de mais de R$ 106 milhões – sendo que, desse montante, cerca de R$ 55 milhões referem-se a débitos com 494 produtores de Mato Grosso.

CRISE – Não há sinais de que a crise dos frigoríficos esteja chegando ao fim. Sinal disso foi o anúncio do Independência de fechamento de três unidades em Mato Grosso e a demissão dos funcionários, feito em 10 de junho. A medida deixou os pecuarista ainda mais apreensivos, principalmente dos municípios de Confresa, Colíder, Pontes e Lacerda, Nova Xavantina e Juína, cujos abates agora estão sendo migrados para Tangará da Serra e Sinop.


45ª Expoagro começa
no dia 2 de julho

Começa no dia 2 de julho a 45ª edição da Exposição Internacional, Agropecuária, Industrial e Comercial de Mato Grosso (Expoagro), realizada pelo Sindicato Rural de Cuiabá e pela Banna Produções, com apoio do Governo de Mato Grosso e da Prefeitura de Cuiabá. A expectativa é de que mais de 20 milhões de reais sejam movimentados nos 11 dias de feira, entre negócios dos expositores, leilões, shows e rodeio. Na programação, 24 leilões estão confirmados, além de shows nacionais e locais e provas de competição de animais.



Confinamento decresce depois
de quatro anos
Incerteza no mercado e aumento de custos são os motivos
 
Momento atual não garante aumento de rentabilidade com o confinamento

Nos últimos quatro anos, o número de propriedades que optaram em fazer confinamento em Mato Grosso cresceu mais de 300%. Em 2008, o número de cabeças engordadas neste sistema foi de 455 mil, contra 103 mil em 2005. Mas este ano a curva de crescimento deverá cair 11%, num reflexo imediato da incerteza nos preços de mercado futuro, da falta de boi magro para engorda e do custo do milho e da soja.

“O produtor tem que decidir até setembro se vai confinar. Mas fazendo as contas, os resultados não garantem a rentabilidade desejada”, avalia o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. O confinamento é uma alternativa que aumenta a rentabilidade do pecuarista no período da entressafra, quando naturalmente os preços tendem a aumentar por causa da escassez do produto no mercado. Porém, a crise no segmento não tem gerado perspectiva de bons preços.

Nas duas últimas semanas, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) realizou o primeiro levantamento de intenção de confinamento de 2009. Dentre 162 unidades confinadoras encontradas no Estado, 135 (83%) foram contatadas ou quiseram participar do levantamento. Deste total, 22 propriedades, 14% do total, afirmaram não ter intenção de confinar animais em 2009. Foi levantado ainda que 43 propriedades, ou 27% do total, têm intenção de confinar, mas não definiram suas estratégias de engorda e comercialização.

A intenção levantada é de se confinar 403 mil cabeças neste ano. Desse total, está programado o abate de pouco mais de 280 mil cabeças (70% do total). Comparado com a intenção de confinamento do mesmo período do ano passado, quando os produtores pretendiam confinar 626 mil cabeças, a queda da intenção foi de 36%. Porém em relação ao volume efetivamente confinado em 2008, que foi de 455 mil cabeças, a queda é de 11%.

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Jornalista responsável: Camila Bini (DRT 786/21/04/MT)