Vacinas já podem ser comercializadas em MT
O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT), Décio Coutinho, confirmou que a partir de hoje as lojas especializadas estão autorizadas a comercializar as vacinas contra a febre aftosa. Foram solicitadas ao Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) 30 milhões de doses. O volume é mais que suficiente, segundo Coutinho, para imunizar as 26 milhões de cabeças bovinas e cerca de 17 mil bubalinas (búfalos). Mato Grosso está há 13 anos sem registrar focos da doença.
Segundo Coutinho, não houve reajuste sobre o valor da vacina por parte dos fabricantes. No varejo, as informações são de que novos lotes com as doses chegam ao Estado na próxima semana e que os valores serão os mesmos que vigoraram durante a primeira etapa de vacinação do ano, em maio. Vendedores alertam que as quantidades, crédito e logística influenciam no preço ao consumidor, mas de maneira geral a dose foi comercializada por cerca de R$ 1,12 naquela ocasião.
Mato Grosso inicia no próximo dia 1° a mais importante etapa de vacinação contra a febre aftosa. Até o dia 30 de novembro deverão ser imunizados contra a doença todos os bovinos e bubalinos, independentemente da idade. O Estado detém o maior rebanho bovino do Brasil, com pouco mais de 26 milhões de cabeças.
Questionado sobre as estratégias aplicadas nesta nova campanha de imunização, Coutinho explica que a ausência do Fundo Emergencial da Febre Aftosa (Fefa) não altera e nem compromete o trabalho a campo. “As estratégias foram traçadas. Existem 800 vacinadores comunitários que atuam nos assentamentos. Eles têm credenciamento e continuarão fazendo o serviço. Quanto às reservas indígenas, solicitamos apoio do Sindan”.
Na primeira fase da campanha, em maio, a vacinação teve foco em bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses. Dos 10.687.432 animais nessa faixa etária, 99,72% receberam a dose contra a doença.
FEFA – Em agosto, a diretoria do Fefa anunciou o encerramento das atividades e que não estaria mais participando e financiando a etapa de vacinação de novembro. As últimas participações do Fundo foram na primeira etapa de 2009 de imunização, que recebeu investimentos de R$ 835 milhões do Fefa, e no simulado de fronteira realizado em agosto.
A decisão, como explicou a diretoria, é uma consequência da queda de 90% da arrecadação do Fundo, registrada desde abril, quando associações rurais locais questionaram juridicamente o pagamento compulsório de taxa ao Fefa e obtiveram êxito no pleito, já que uma liminar proibiu a cobrança feita pelo Indea/MT, no momento em que a Guia de Trânsito Animal (GTA) era emitida.
Para a diretoria do Fefa fica uma lacuna que coloca em risco, principalmente, a sanidade bovina. “Essa lacuna é o trabalho que o Fundo exercia junto às pequenas propriedades e assentamentos, antes e durante as campanhas de vacinação. Historicamente, os focos de febre aftosa no Brasil foram detectados justamente em rebanhos desta natureza. O risco existe, o que esperamos é que a atuação por mais de 15 anos do Fefa/MT faça escola junto ao pecuarista e que ele se mantenha fazendo a lição de casa”, frisa o gerente-executivo do Fefa/MT, Antônio Carlos Carvalho de Sousa. (Com assessoria Mapa)






