Materiais genéticos de capim elefante são pesquisados
Mato Grosso sai na frente em tennos de sustentabilidade com o lançamento de três materiais genéticos de capim elefante. O trabalho de pesquisa com o capim elefante no Estado começou no ano de 1998, uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Empresa Matogrossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O lançamento está previsto ainda para este ano, e tem como objetivo destacar pelo menos um clone mais produtivo e adaptado para repassar aos pecuaristas.
No Estado, o estudo começou com 58 cromos de capim elefante, dos quais foram selecionados 14 que se destacaram no solo do Cerrado. Na segunda fase, os pesquisadores selecionaram cinco que se destacaram em relação à resistência a pragas e quantidade de proteínas e fibras. Dentro dos escolhidos, três serão selecionados para a comercialização.
O pesquisador da Empaer Francisco Idelfonso Campos e o zootecnista Antonio Rômulo Fava acompanharam as pesquisas e experimentos em Tangará da Serra.
Para o zootecrnsta Antonio Fava, o capim elefante é uma das respostas ao apelo ecológico, pois ele oferece a capacidade de maior produtividade em menor espaço, além de ter uma recuperação muito rápida em relação à cana-de-açúcar. Enquanto a cana é cortada apenas uma vez por ano, o capim elefante sofre cinco cortes ao ano.
Ele atribui esses resultados ao clima do país, que é bem parecido com o da África, que é o continente de origem do capim elefante. Outro aspecto importante que se deve levar em consideração é que o teor protéico do capim elefante chega a 16%, enquanto a cana-de-açúcar atinge o máximo de 4%. Esse é um fator muito importante para os produtores de leite e carne, já que as proteínas são responsáveis pela digestão.
O capim elefante é considerado uma das mais importantes forrageiras tropicais devido ao seu elevado potencial de produção de biomassa, fácil adaptação aos diversos ecossistemas e boa aceitação pelos animais.
O capim produz até 100 toneladas de matéria seca, que corresponde a todos os nutrientes, menos a água, aproveitados pelo organismo do animal, ou 700 toneladas de matéria viva por hectare. A maior produção do experimento no cerrado atingiu 63 toneladas de matéria seca e 500 toneladas de matéria viva por hectare. É mais uma alternativa para o produtor mato-grossense.
Segundo o pesquisador Francisco Campos, o ensaio de Mato Grosso já está terminado, e atende a metodologia de nível nacional que preza pela produção intensificada, o alto rendimento de massa e a resposta à adubação.
A espera para fazer o lançamento nacional é pela finalização da pesquisa em outros estados. Uma outra alternativa para o uso de alguns cromos do capim elefante que não preencheu toda a metodologia é como fonte energética. Estuda-se o capim para a queima e geração de energia em caldeiras. “Mas esse é um estudo ainda em andamento, sem previsões para lançamentos”, revela Antônio Fava.







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