Melhores animais para o abate
Mais de 15 mil touros receberam o Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip) no ano passado. O certificado é um documento emitido por instituições credenciadas pelo Mimstério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e concedidos exclusivainente aos bovinos de corte de alta performance, que atendam o mercado com animais de ponta, capazes de contribuir para o melhoramento genético.
O Ceip é um programa do governo, instituído em 1995, no qual um documento é emitido, com aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para certificar a identificação e produção de determinado animal (reprodutor ou matriz) que participa de um dos projetos registrados no Mapa. Esses projetos podem ser realizados por empresas privadas, ligadas a uma instituição de pesquisa, e que cumpram todas as exigências do Mapa.
De acordo com o coordenador de Produção Integrada da Cadeia Pecuária da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), do Ministério da Agricultura, Felipe Corrêa, o rigor no processo de seleção permite que apenas 20% dos machos e fêmeas de cada safra, que participam do processo, recebam o certificado, que é garantido apenas aos projetos pecuários de melhoramentos reconhecidos. A seleção pode chegar até 30%, desde que justificado tecnicamente pela tendência genética, e não excedente a 0,5% ao ano.
“Com a entrada de bovinos com superioridade no mercado garantimos melhores animais para o abate e, com isso, atendemos as exigências dos mercados nacionais e internacionais”, assegurou. Felipe destaca que o objetivo do certificado é fomentar a produção de animais geneticamente superiores para o mercado.
“O certificado se destaca por garantir que empresas de genética bovina propiciem aos seus clientes animais de ponta, que ofereçam ganhos reais de produtividade”, afirma. De acordo com Corrêa, os animais que se destacam nesse cenário são: nelore, caracu, montana tropical e braford.
Hoje, o Mapa possui registrados 17 projetos de certificação em atividades, que são realizados por empresas de genética bovina que atuam com autorização para emissão do Ceip. Atualmente o Brasil possui 717 propriedades que participam nesses projetos.
O Ministério da Agricultura é o responsável pela aprovação de credenciamentos dos colaboradores e fiscalização do projeto, que deve atender os rígidos parâmetros de seleção indicados. Para se tornar apta a emitir o Ceip, a instituição deve atender a legislação atual.








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