Preço da carne pode reduzir

Desoneração teve início no dia 1º de novembro e terá reflexo em toda a cadeia da pecuária
Qua, 04/11/2009
Vívian Lessa
Folha do Estado

A suspensão do PIS e Cofins incidentes sobre a receita bruta de venda no mercado interno de toda a cadeia produtiva da carne bovina deve reduzir em até 3% o preço do produto comercializado em Mato Grosso.
 
É o que acredita o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Freitas.Segundo ele, a medida, que deverá beneficiar principalmente aos frigoríficos que atuam no mercado interno e entrou em vigor no início desse mês, será repassado tanto para o consumidor como para o produtor.
 
“No varejo já é possível perceber o resultado”. Freitas ainda ressalta que a expectativa também é que haja uma redução na informalidade entre as empresas frigoríficas.
 
Para o produtor, o repasse das reduções de imposto é comemorada. “É necessário que tenha um equilíbrio no setor da cadeia da carne. Resta aos donos de frigoríficos fazerem sua parte”, acrescenta o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.
 
Além da suspensão da cobrança de PIS e Cofms nas indústrias de carne bovina, Giannetti informou que o segmento do varejo terá 40% de crédito presumido na entrada dos produtos (hoje o percentuaI é de 60%), mas fica mantida sua carga normal na saída.
 
O crédito presumido dos exportadores passa de 60% para 50%, mas o setor ganhará liquidez porque poderá realizar compensações de PIS e Cofins com qualquer outro tributo federal. A medida consta da Lei 12.058 publicada no Diário Oficial e sancionada em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Otávio Cançado, a intenção é que esses créditos presumidos somem entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões.
 
“E uma minirreforma tributária para o setor. O governo reequilibrou a estrutura tributária em toda a cadeia produtiva”, afirmou o presidente da Abiec, Roberto Gianetti da Fonseca.
 
O beneficio, segundo estende-se a frigoríficos, pecuaristas, indústrias processadoras e varejo. “essa estrutura tributária mais racional não deve provocar perdas de arrecadação”, finalizou Fonseca.
 
O frigorífico JBS Friboi informou que a cobrança de PIS e Cofins para o mercado doméstico de bovinos representa 9,25% da receita br da companhia.
 
 

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