Setor agrícola quer dobrar sua produtividade
A produtividade agropecuária mato-grossense tem possibilidade e perspectiva de expansão. Com investimentos em tecnologia para elevar a taxa de produtividade a níveis médios, é possível dobrar a área agrícola e o rebanho bovino em mais de 10%, num período de dez anos, sem ocupação de novas áreas, de acordo com estudo recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT).
Atualmente, a atividade pecuária ocupa 25,7 milhões de hectares do território mato-grossense. A média de ocupação do rebanho por hectare equivale a 0,7 unidade animal por hectare (u.a/ha.). É possível duplicar essa taxa e alcançar 1,5 u.a/ha, com investimentos em tecnologia no sistema semi-intensivo a pasto, segundo o Imea-MT.
Na avaliação do superintendente do instituto, Seneri Paludo, a produtividade tem evoluído no Estado. “É uma tendência natural hoje em dia”, observa. “Além das exigências ambientais, o perfil do agronegócio mudou”. Ele lembrou, porém, que o aumento da produtividade está diretamente atrelado ao custo-beneficio da produção.
O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, comenta que antes de investir em tecnologia o produtor precisa analisar o mercado, se terá capacidade de absorver a produtividade.
Na atual conjuntura, com o funcionamento do parque industrial prejudicado diante da suspensão do abate em oito plantas frigoríficas no Estado, um total de 40, 38% do volume de abate ficou comprometido.
Além disso, o superintendente da Associação alerta para o risco da participação quase exclusiva de quatro grandes grupos frigoríficos em Mato Grosso. Vacari afirma que nos últimos anos houve um aumento da capacidade produtiva no Estado. “Em nove anos, 6,5 milhões de hectares foram poupados graças ao uso de tecnologia”.
No período compreendido entre 1996 e 2008, o rebanho bovino em Mato Grosso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aumentou 66%, saltando de 15.S13.095 milhões de cabeças bovinas para 25.933.204 milhões, espalhadas em mais de 115 mil propriedades rurais. Em 98% delas predomina a pecuária de corte.






