Práticas de boas maneiras no confinamento são fundamentais para obtenção de bons resultados
Segundo a zootecnista da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Maria Fernanda Volpato, o resultado é a soma de todas as boas práticas. Caso os 10 erros apontados pelo pesquisador da Embrapa Gado de Corte Sérgio Raposo não sejam cometidos pelos confinadores, os mesmos terão uma ferramenta de intensificação da atividade pecuária.
“Se os produtores não ficarem atentos a esses 10 mandamentos, no final das contas, no resultado da balança, ele é quem será penalizado”, argumenta Fernanda.
Ela acrescenta também a essa lista a questão da negociação do valor da carne com os frigoríficos. São comuns erros dessa natureza, segundo a zootecnista. “Os produtores devem ficar atentos na hora de efetuar a venda do lote”, alerta. “Para o produtor, no final das contas é o valor que interessa”.
Segundo o pesquisador da Embrapa Corte e Gado, a adoção do Programa de Boas Práticas Agropecuárias — Bovinos de Corte (BPA) pode ser uma salvação para o produtor que acaba por cometer pequenos erros no sistema do confinamento.
Lançado em Campo Grande (MS) em 2005, pela Embrapa Gado de Corte, Mapa/SDC, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Câmara Setorial Estadual da Bovinocultura de Corte, o BPA, em 2007, foi expandido para as demais regiões produtoras do país, com coordenações regionais no Pará, Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O programa, de acordo com o pesquisador da Embrapa Rodrigo Amorini Barbosa, integrante da equipe técnica, conscientiza os produtores rurais, capacita instrutores e multiplicadores, implanta o protocolo BPA nas propriedades, emite o laudo de implantação e certifica a fazenda.
Tudo isso proporciona ao produtor “a identificação e correção dos pontos críticos de sua atividade, a redução das perdas e da má utilização de insumos, a diminuição dos riscos trabalhistas e ambientais, a melhoria da qualidade do produto, a agregação de valor ao mesmo, a competitividade e o acesso a mercados diferenciados”, lista Rodrigo Amorim.
Ao evitar cometer tantos pecados graves e praticar boas ações, o produtor pode, sim, administrar um negócio rentável, mas, principalmente, sustentável em todos os aspectos.






