Contra desmate ilegal, frisa Maggi
Na manhã de ontem, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez questão de esclarecer que não assinou o pacto da moratória da carne e foi ao evento apenas como convidado. Ele afirmou ainda que é contra o desmatamento zero e defende que os produtores possam utilizar até 20% da área florestal, como prevê a lei do Bioma Amazônia.
Na semana passada, em um evento em São Paulo, os maiores grupos frigoríficos do Brasil - Marfrig, Bertin, JBS-Friboi e Minerva – se comprometeram a não comprar animais oriundos de área de desmatamento, atendo pedido feito pela ONG Greenpeace.
Maggi deixou bem claro que “se um pecuarista buscar autorização para abrir novas áreas dentro dos seus direitos legais, a licença será concedida”.
Maggi lembrou ainda que o Estado tem um grande desafio, “e isso foi dito em São Paulo: por meio do MT Legal legalizar os proprietários rurais”.
O diretor da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Vicente Falcão, disse que o governador se comprometeu em implantar ações que deem condições para que o pecuarista regularize sua propriedade através do MT Legal.
“A Acrimat está pronta para participar de um trabalho sério e exequível, e vai fazer um trabalho de conscientização junto aos pecuaristas, associados ou não, para adesão ao programa MT Legal”, disse o diretor e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Acrimat.
Ele ressalta ainda que “não vamos permitir que os frigoríficos usem o pacto da moratória, assinado pelos frigoríficos e uma ONG, sem nenhuma participação dos pecuaristas, como forma de pressão econômica. A Acrimat está atenta e com seu departamento jurídico pronto para defender o setor pecuário”.
O secretário da Casa Militar, Alexander Maia, explicou que os critérios assinados em São Paulo, são bilaterais entre o Greenpeace e os maiores frigoríficos do país, “o Estado defende o desmatamento ilegal zero. Os proprietários têm autonomia de utilizar a sua área dentro do que a lei permite, nada fora disso”.
ACRIMAT – A Associação solicitou ontem, durante encontro com o governador e representantes de ONG e dos frigoríficos, um novo encontro, ainda sem data definida, “para colocar em pratos limpos os critérios ambientais que devem ser seguidos no acordo selado e chamado de ‘moratória da carne’, pois o pecuarista precisa de regras claras para que possa trabalhar de forma sustentável. Pedir pura e simplesmente o desmate zero por parte do pecuarista, nós não aceitamos. A Acrimat não concorda com os termos da moratória assinada”.
O diretor da Acrimat, Vicente Falcão, é enfático ao disser que “o frigorífico não produz o boi e nem consome a carne. Os critérios impostos por eles irão pressionar o preço da arroba para baixo e aumentar o preço da carne ao consumidor, alegando produto com valor agregado, com certificação ambiental”.






