Maggi reafirma que não assinou moratória
O presidente da Associação de Criadores de Mato
Grosso (Acrimat), Mário Candia, disse nesta terça-feira, 13, que o governador de
Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), reafirmou durante reunião com liderança do setor
que não assinou a moratória da carne, firmada entre a Organização
Não-Governamental (ONG) Greenpeace e os frigoríficos JBS-Bertin e Marfrig, na
semana passada em São Paulo.
Candia foi o porta-voz dos pecuaristas ao sair da reunião com o governador
Maggi. De acordo com Candia, Maggi endossou que é contra o desmatamento zero e
defende que os produtores possam utilizar até 20% da área florestal, como prevê
a lei, do Bioma Amazônia.
Ele comentou que a informação de que Maggi assinaria a moratória "foi
deturpada, pois o governador não assinou nada. Participou apenas como
convidado". Candia acrescentou que os produtores irão se reunir nas próximas
semanas com representantes dos frigoríficos para discutir o assunto. Segundo
ele, alguns produtores estariam sendo discriminados. Ele, no entanto, não soube
precisar quantos criadores estão enfrentando problemas para vender gado aos
frigoríficos.
O deputado federal Homero Pereira (PR-MT), que participou da reunião, disse
que o governo do Estado entende que deve se pautar pela legislação estadual e
pelo Código Florestal, sem estar sujeito às pressões de ONGs. "Houve um mal
entendido sobre a participação do governador na assinatura da moratória da
carne", ressaltou.
Na semana passada, durante audiência pública na Assembleia Legislativa,
líderes políticos e ruralistas cobraram um posicionamento firme do governo pela
derrubada do projeto de lei do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhado
ao Congresso Nacional.
Homero Pereira afirmou que ele e a deputada Telma de
Oliveira (PSDB-MT) já foram indicados pelos seus respectivos partidos para
integrar a comissão especial que irá analisar o projeto de lei de zoneamento da
cana-de-açúcar. "Esperamos contar com o apoio de Mato Grosso do Sul, Goiás e
Tocantins para alterar os termos do projeto de lei que restringem a expansão do
setor sucroalcooleiro", concluiu.






