Pecuaristas querem pagamento de 100%
Os 273 pecuaristas credores do Frigorífico Quatro Marcos em Mato Grosso querem receber 100% da dívida de R$ 25,4 milhões, com juros e correção monetária, ou será pedida a falência da empresa. Essa decisão foi resultado de um encontro realizado na tarde de ontem (7) na sede da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato).
O superintendente da Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que “a dívida com os pecuaristas já existe há quase um ano e não seria justo que esperem por mais tempo para receber”.
Segundo o presidente da Comissão de Credores dos Frigoríficos em Recuperação Judicial de Mato Grosso, Marcos da Rosa, a proposta do Quatro Marcos é que os pagamentos sejam feitos no primeiro ano após 12 meses de carência.
Na reunião, ficou decidido ainda que representantes de cada região de Mato Grosso irão mobilizar os credores do frigorífico para comparecer, seja por meio de procuração, na assembleia geral de credores, agendada para o próximo dia 20, em Jandira, São Paulo.
Conforme Rosa, a situação do Quatro Marcos não se distingue do frigorífico Independência, que tem uma dívida de R$ 55.665.367,90 com 494 produtores de Mato Grosso.
A segunda assembleia do Independência está agendada para o dia 19 de outubro, em Cajamar (SP). “Todos estão à beira da falência”, explica ele.
Diálogo - O Arantes é outro grupo que está em processo de recuperação judicial no Estado. Segundo o presidente da Comissão de Credores dos Frigoríficos em Recuperação Judicial de Mato Grosso, a empresa tem cerca de R$ 45 milhões de dividas no Estado.
Ele contou que na terça-feira (6) esteve reunido com os representantes do Arantes, após vários meses sem qualquer comunicação. De acordo com Marcos da Rosa, o grupo se mostrou disposto a pagar a dívida.
“O Arantes está sendo auditado por três grupos, que vão dizer a real situação da empresa. E ainda fez alguns pagamentos aos produtores de Nova Monte Verde e de Pontes e Lacerda, feito este que é de conhecimento da Justiça”, diz ele. Para Rosa, foi a união da categoria que motivou o contato com o Arantes.







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