Confinamento tem queda de 7,2%
A quantidade de bovinos confinados reduziu 7,2% este ano em relação a 2008. Este ano, o número de animais totalizou 497 mil ante aos 536 mil contabilizados no ano passado. Levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que a capacidade estática das 212 propriedades com estrutura para a atividade existentes no Estado é de 668 mil cabeças.
A queda deste ano é motivada pelos altos custos para o confinamento, ante à uma pouca variação no preço do produto no mercado no período da entressafra.
A atividade realizada em 2009 apresenta uma performance contrária à trajetória de anos anteriores. Entre 2004 e 2008, por exemplo, houve um salto de 300% na quantidade de animais destinada ao confinamento. O período médio de confinamento é de três meses, dependendo da programação do pecuarista.
Para o comportamento apresentado em 2009, o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que o criador tem de analisar vários pontos antes de tomar a decisão.
E no período em que eles tiveram de decidir entre confinar ou não - entre abril e maio - os custos para manter o animal no cocho estavam altos, e no mercado a arroba do boi não apresentava indícios de melhora de preços.
"Por conta disso, muitos pecuaristas deixaram de confinar, e ainda não há certezas sobre o preço. Dependerá da demanda do mercado no período, que se estende até o fim do ano", afirma o superintendente ao acrescentar que atualmente o valor médio da arroba do boi no Estado está em R$ 70.
Vacari complementa ainda que os criadores tiveram dificuldade em travar preço e que um volume considerável de animais será comercializado nos dois últimos meses do ano. Para se ter uma noção disso, em 2008 14% dos animais confinados foram vendidos entre novembro e dezembro. Este ano, conforme levantamento do instituto, o percentual aumentará para 24% no mesmo período.
"Isso depende muito do mês em que o animal foi para o cocho. Também pode ser uma pressão no mercado para recuperar preços. Mas ainda não há previsão de como os valores vão se comportar".
O confinamento é uma atividade que vem sendo adotada pelos pecuaristas estaduais diante da possibilidade de incrementar a renda durante a entressafra. Com a rentabilidade deprimida nos últimos anos, esta é uma alternativa que pode dar certo. Porém, ela tem de ser bem planejada e executada para evitar prejuízos.






