Custo trava atividade em MT
O confinamento de gado de corte em Mato Grosso caiu 7,3% este ano em relação a 2008. Um dos principais motivos está na falta de equilíbrio entre os custos necessários para deixar os animais confinados e o preço do animal para abate que está pressionado pela diminuição da demanda. O preço da arroba bovina em Cuiabá tem mantido a média de R$ 70.
A incerteza com relação a preços é tida como principal causa para a falta de previsão para o abate de 57 mil cabeças, que pode ser considerado um volume grande visto que resta pouco tempo para o fim da seca. Toda esta indefinição é agravada pelo baixo percentual com hedge, ou seja, um volume pequeno de animais teve seus preços fixados na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) ou no mercado a Termo (direto com frigoríficos).
“Além disso, os grandes confinamentos sentem a falta de crédito”, conta o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari. Já os pequenos e médios pecuaristas sofrem com o preço dos grãos, principal alimento dos animais confinados.
Este ano o volume de confinamento é de 497 mil cabeças em relação as 536 mil do ano passado. Hoje, o Estado tem capacidade para o confinamento de 668 mil cabeça, como aponta o Instituto de Economia Agropecuária (Imea). A região Nordeste é a que mais engorda animais nessa modalidade.
Só no ano passatio 4 milhões e 100 mil cabeças pais foram o total de abate no país. O montante de gado em confinamento representa cerca de 10% desse número só em Mato Grosso. “Um percentual bastante significativo”, comenta. Esses criadores são os principais em período de seca.
Mas Vacari não vê motivos para espanto. “Se um produtor deixa o mercado, logo sua demanda é absorvida por outro”, explica. Enquanto em 2008 menos de 14% dos animais foram comercializados nos meses de novembro e dezembro, para este ano é esperada a comercialização de 24% do total neste período. Em setembro é esperada a principal queda no volume de comercialização, cerca de 58 mil cabeças a menos em relação a 2008.
Já no mês de outubro deve ser a retomada com uma taxa de ocupação média das indústrias frigoríficas do Estado de 18,8%, bem maior que o mês de setembro onde o volume está calculado em 14,3%. Em outubro a taxa de ocupação dos frigoríficos da região nordeste poderá chegar a 36,9% somente com animais de confinamentos e deve superar os 20% nas regiões médio-norte, oeste, centro-sul e sudeste.
O lmea identificou 212 propriedades com estrutura de confinamento no Estado, sendo que das 189 unidades confinadoras contatadas pelo instituto, quase 25% disseram estar fora de atividade em 2009.






