JBS diz que cumpre corretamente acordos para pecuária sustentável
A JBS negou em comunicado ao mercado que tenha descumprido qualquer tipo de acordo ou compromisso assumido com todas as instâncias públicas e civis no Brasil. Na terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF) informou que a empresa teria descumprido itens do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em maio de 2010 para regularizar a cadeia produtiva da carne bovina em Mato Grosso.
"A empresa ressalta que adota rígidos processos de controle de compra de matéria-prima, segue uma criteriosa política de sustentabilidade junto a todos os seus fornecedores e repudia qualquer prática em que existam agressões ao meio ambiente ou às pessoas", informou a JBS, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (19).
A respeito da notificação recebida do MPF, a JBS reforça que não reconhece e nega as práticas mencionadas pelo órgão público federal.
O comunicado afirma que, após checagem em seu sistema de compras de bovinos, a companhia constatou que as compras realizadas junto a 13 fazendas embargadas pelo Ibama foram realizadas em datas anteriores à publicação no site do Ibama das propriedades na lista de restrições do órgão público.
Sobre as fazendas localizadas em terras indígenas, apesar de a JBS ter solicitado por inúmeras vezes a todos os órgãos públicos responsáveis, em âmbito federal, estadual e municipal, um banco de dados ou listagem de propriedades que exerçam atividade agropecuária de forma irregular dentro das áreas de reserva indígena, a companhia nunca teve acesso a esse material.
Diante disso, afirma, a empresa assumiu os custos da operação e passou a fazer o georreferenciamento de 100% das propriedades que fornecem gado para a empresa. A partir desse levantamento, todas as coordenadas coletadas indicam que as fazendas mencionadas na notificação do Ministério Público estão fora das reservas indígenas.
Para o frigorífico, o impasse demonstra "que os dados consultados pelo Ministério Público e divulgados por organizações não governamentais não foram devidamente checados, o que tem levado os próprios órgãos de fiscalização a conclusões imprecisas".
A proposta do TAC por frigoríficos no Pará, Mato Grosso e Acre, faz parte de um amplo estudo desenvolvido pelo MPF para identificar na cadeia produtiva da carne onde são praticadas as atividades em desacordo com a legislação ambiental e com critérios de sustentabilidade.
O MPF fixou o prazo de 10 dias para a JBS responder à notificação.







Postar novo(a) Comentário