Febre Aftosa: Rio Grande do Sul define ação para barrar entrada de gado contrabandeado pela fronteira

De acordo com Luiz Fernando Mainardi, secretário de Agricultura do Estado, ideia é fazer um trabalho de contagem para evitar que animais contaminados entrem ilegalmente
Seg, 26/09/2011
Gisele Loeblein
Rural BR

Com as fronteiras em alerta, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul dará a largada em uma nova etapa no trabalho de fiscalização para barrar a entrada da aftosa no território do Estado. A partir da próxima segunda, dia 26, equipes de vigilância farão visitas a cerca de 50 propriedades consideradas de risco.
 
Entram nessa lista áreas muito próximas da fronteira, com histórico de descaminho ou que sejam alvo de denúncia, concentrando a ação entre Garruchos e Barra do Guarita, região de fronteira com a Argentina e, portanto, considerada prioritária. Posteriormente, poderá ser estendido para outras regiões de fronteira do Estado.
 
Segundo o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, a ideia é fazer um trabalho de contagem de gado, evitando que animais vindos do Paraguai, onde houve a confirmação do foco da doença, entrem ilegalmente.
 
– Esses locais serão olhados com lupa – afirmou Mainardi, logo após reunião, na manhã dessa sexta, dia 23, com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e secretários de Agricultura de Santa Catarina e Paraná.
 
Atualmente, seis equipes volantes e três de educação sanitária fazem parte do time da Secretaria Estadual que tem como missão manter o vírus da aftosa longe do Estado. A partir deste sábado, dia 24, as equipes já estarão trabalhando com barreiras e, na segunda, 26, darão início às visitas. A Brigada Militar também vai reforçar esse trabalho de fiscalização, assim como o Exército, que realiza a Operação Ágata 2.
 
Conforme a Secretaria, se mantém um período de precaução por pelo menos 28 dias (o dobro do período de incubação do vírus, que é de 14 dias), condicionado, também, para não existência de nenhum novo foco.

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