Exportação de miúdo bovino cresce e pecuarista quer participação no lucro

Acrimat diz que não é justo que o pecuarista só receba pela carne.
Ter, 01/09/2009
TVCA

Com o crescimento das vendas e númeres positivos nas exportações, os pecuaristas de Mato Grosso agora querem ser recompensados também pelos miúdos que os frigoríficos vendem para vários países. “Esse nicho de mercado vem crescendo. Antes, o que era considerado subproduto agora faz uma grande diferença no volume de exportação. O que precisa ser feito é uma distribuição melhor desses benefícios e que chegue a toda cadeia produtiva do setor, pois o pecuarista só recebe pela carne e não fica com nenhum benefício pela comercialização dos miúdos. Isso não é justo”, ressalta o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso - Acrimat, Luciano Vacari. 
 
 
Ao contrário das exportações de carne congelada e in natura, que segundo levantamento feito pelo Instituto de Economia Agropecuária (Imea), teve um decréscimo de 65,62% com relação ao ano de 2008, as exportações de miúdos vão bem.
 
“A crise e os embargos provocaram uma retração de 1,63% no mercado mundial de carne com relação ao ano de passado, e todo esse cenário levou o setor a buscar novos mercados. As indústrias se sentiram obrigadas a procurar novas alternativas e um intenso trabalho foi feito. Essa busca deu certo e as exportações de miúdo, por exemplo, cresceram de forma considerável”, disse Vacari.
 
 
Confira os números da exportação de miúdos
 
Segundo levantamento do Imea e da Secretaria de Comercio Exterior do Ministério do Desenvolvimento de Indústria e Comércio Exterior - Secex  - com dados de janeiro a julho desde ano, a maior parte desse sucesso se deve as exportações para a China.
 
Somente neste ano a China comprou mais de 82% de todo o embarque de miúdos. Os US$ 12,6 milhões embarcados de janeiro a julho de 2009 pelos chineses já supera todo o montante exportado em 2007, quando levaram US$ 10,6 milhões.
 
No atual ritmo de exportações de miúdos de Mato Grosso até setembro deve superar o todo o montante exportado em 2008 para a China. Além de bom comprador esse mercado ainda paga melhor que os demais. Enquanto o preço médio do miúdo vendido para a China em 2009 foi de US$ 2,66, o pago por outros países foi de US$ 1,23 na média.