Preços avançaram, mas consumo também subiu Reajuste não impede vendas

Sex, 02/09/2011
SILVANA BAZANI
Jornal A Gazeta
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Indústrias de alimentação animal tem
registrado incremento nas vendas em Mato Grosso em 2011, apesar do reajuste
médio de 25% no preço da ração. Segundo semestre iniciou com desempenho ainda
melhor que os seis primeiros meses do ano, apontam fabricantes, com aumento de
até 12,5% nas vendas. Entre janeiro e junho, demanda foi maior que no mesmo período
de 2010, mas acompanhou a média nacional de 4,1%, conforme Sindicato Nacional da
Indústria de Alimentação Animal (Sindira-ções).
 
No Estado, o comprometimento das pastagens
com a escassez das chuvas a partir de maio associado a valorização da arroba do
boi gordo influenciou no aumento da procura. Gerente comercial da fabricante
Rico Nutrição Animal, Elder Cavalcante Fabian, acrescenta que com a menor
disponibilidade de animais prontos para o abate e recuperação de preços, houve
quem ampliasse o confinamento.
 
Vendedor da Agroamazônia, Paulo Roberto Pereira,
exemplifica relatando caso de clientes que aumentaram o confinamento em 60%.
Sediada em Primavera do Leste, a fabricante de rações Zoofort Suplementação
Animal Indústria e Comércio registrou aumento da demanda neste ano, confirma o
gerente administrativo Rinaldo José de Campos, ampliando as vendas na média de
4% no primeiro semestre, em comparação com os seis primeiros meses de 2010.
 
Na Agroboi, responsável por comercializar
rações para cães, gatos e cavalos, incremento chegou a 10% entre janeiro e
junho, revela o vendedor Fábio Vieira do Prado. “Foi melhor que no ano
passado”.
 
Preço - A ração encareceu cerca de 25% neste
ano, em decorrência da valorização da soja e, principalmente, do milho, que
atingiu alta de 60% na cotação desde junho do ano passado. Na Rico Nutrição
Animal, fabricante de ração para bovinos, equinos e ovinos, pacote de 40 quilos
de ração estava sendo comercializado a R$ 25 no ano passado. Neste ano, subiu para
R$ 30. Gerente comercial da empresa explica que a matéria-prima utilizada
(soja, milho e sorgo) responde por 75% do custo. “Mas,estando capitalizado, o
criador tem condições de investir mais e foi o que aconteceu neste ano”.
Na
Agroamazônia, produto proteinado com soja e milho está sendo comercializado com
aumento médio de 10%, segundo setor de vendas.
 
 
 Nacional - Em todo país, produção de ração
totalizou 31,4 milhões de toneladas no primeiro semestre, contra 30 milhões em
igual período de 2010, num aumento de 4,1%, de acordo com registro do
Sindirações. Enquanto em Mato Grosso o rebanho bovino influenciou na
comercialização dos produtos de nutrição animal, no restante do país a
avicultura industrial puxou as vendas.

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