Meta é dobrar rebanho em 4 anos
Mato Grosso tem possibilidade de dobrar o rebanho bovino nos próximos quatro anos. A afirmação é do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Associação dos Criadores do Estado (Acrimat), Vicente Falcão, durante a divulgação de dados sobre a evolução da pecuária estadual nos últimos 12 anos.
Segundo o estudo, a produtividade cresceu significativamente, o propicia uma projeção a curto prazo. A meta, porém, só será cumprida se forem feitos investimentos em tecnologia, especialmente de pastagem. Se isso acontecer o número de cabeças nos pastos mato-grossenses ultrapassará 50 milhões.
Falcão considera que para que as metas sejam atingidas, o governo precisa criar condições aos pecuaristas, com linhas de crédito específicas e possíveis de serem acessadas. Ele avalia que de nada adianta a existência de financiamentos, que não sejam feitos de acordo com a realidade do pecuarista. "Temos prova de sobra de que a pecuária é viável no Estado e que ela não é responsável pelo passivo ambiental".
De acordo com os dados da Acrimat, a pecuária ocupa 28,6% do território estadual, de um total de 36% da vegetação aberta no Estado e que é ocupada também pela agricultura e ambiente urbano. O restante, 64% estão preservados, e contempla terras indígenas, unidades de conservação e área de remanescente florestal. A pecuária está em 25,8 milhões de hectares. A agricultura é responsável pela ocupação de 7,38% o que equivale a 6,654 milhões/ha.
O representante da Acrimat afirma ainda que a produtividade projetada para 2013 será conquistada por meio de investimentos, especialmente na área de pastagem. Também é relevante o melhoramento genético do animal. "O pasto necessita de insumos, correções e outros manejos para oferecer uma alimentação de qualidade ao animal", explica Falcão, ao salientar que além disso, a otimização no pasto faz com que a quantidade de animais em um mesmo hectare aumente.
Outro item que chamou atenção no estudo da entidade se refere ao aumento da produtividade sem necessidade de abertura de novas áreas. Os dados apontam para um ganho em produtividade tão significativo que se a tecnologia não tivesse sido aplicada, o Estado teria desmatado 6,620 milhões de hectares para comportar o atual rebanho, que é de 26 milhões de cabeças.
Ainda conforme o relatório, a área de pastagem cresceu 18% nos últimos 12 anos, passando de 21,740 milhões (ha) para 25,780 milhões (ha). No mesmo período, o incremento no número de animais foi de 66%, saltando de 15,570 milhões de bovinos em 1996 para 25,860 milhões no ano passado.






