Pecuaristas querem ICMS menor

Sab, 30/07/2011
A Gazeta

Pecuaristas da região Nordeste de Mato Grosso voltam a reivindicar a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o gado em pé para viabilizar o envio de animais para abate em outros estados. Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) sugere queda de 7% para 3,5% sobre o preço de pauta, como aconteceu ano passado quando a região passava pela mesma situação.
 
Além da falta de opções para abater os animais, criadores revelam ainda que a seca está castigando o pasto e prejudicando a alimentação, além dos preços que são os mais baixos em decorrência da distância. Vale do Araguaia, como é conhecida a região, é atualmente a maior produtora de gados de Mato Grosso e conta com um rebanho de aproximadamente 5 milhões de cabeças.
 
De acordo com o pecuarista de Água Boa (a 730 km de Cuiabá), Laércio Fassoni, a situação pela qual está passando é delicada porque não há alternativas aos produtores, que se sujeitam aos preços impostos pelas empresas e ainda estão com custos elevados por causa da seca. Segundo ele, há interesse de empresas de Goiás, Mato Grosso do Sul e até de São Paulo em comprar animais da região, mas que com a alíquota atual fica inviável.
 
Acrimat afirma que já enviou uma solicitação de redução do ICMS de 7% para 3,5% ao governo para a saída do boi em pé a outros estados. Luciano Vacari, superintendente da entidade, explica que sem este benefício, cerca de 270 produtores ficam com a renda comprometida. "Esperamos que o poder público se sensibilize com a situação dos pecuaristas, principalmente da região Nordeste, que estão perdendo sua capacidade de produção".
 
Para agravar ainda mais a situação, Vacari ressalta que os animais de confinamento vão representar nos próximos meses até 66% da capacidade de bate do único grupo frigorifico da região o que significa, segundo ele, que terão que vender seu gado a qualquer preço, sem alternativa de mercado competitivo.
 
Conforme o pecuarista Laércio Fassoni explica, são duas unidades de um mesmo grupo instaladas em Barra do Garças (a 509 km de Cuiabá) e Água Boa, que abatem juntas 2,5 mil cabeças por dia e uma outra empresa, em Confresa (a 1.160 km da Capital), com capacidade para abater somente 500 animais/dia. "Ficamos reféns da política de preços dessas empresas. Em Barra do Garças, por exemplo, estão pagando R$ 86 a arroba". (LCM)

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