Diretoria comunica o fim das atividades do Fefa

A extinção deixaria Estado mais vulnerável
Seg, 17/08/2009
Folha do Estado

A direção do Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), entidade em Mato Grosso atuante no combate e erradicação da frebre aftosa, divulgou ontem (14) uma nota comunicando o encerrameto das atividades no Estado.
 
Ontem, uma nota comunicando o encerramento das atividades no Estado. Ontem presidente do Fefa, Jose Antônio de Ávila, o Zeca D’Avila, distribuiu cartilhas em órgãos governamentais e entidades informando a importância da entidade, bem como a sua participação em Mato Grosso no combate à doença. O fundo existe desde 1994.
 
Entre as conquistas do Fefa, segundo a nota, está o título mato-grossenses de 13 anos livre da febre aftosa (com vacinação), a redução dos períodos de vacinação (eram quatro, passaram para três, mas atualmente fixaram em duas etapas de vacinações  nos meses de maio e novembro) e a habilitação de 100% do Estado para portação à União Europeia de carne “in natura” em 2008.
 
A cartilha, diz ainda que o Estado ficará mais vulnerável à doença com a extinção do Fefa, devido ao fim do controle regular na fronteira com a Bolívia.
Apesar disso, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) não acredita que problemas futuros poderão surgir com a extinção do Fefa. “O mérito é do produtor que compra a vacina, contrata profissionais, aplica a dose recomendada e comunica aos órgãos competentes da vacinação realizada. Nós confiamos no pecuarista e ele é o mais interessado em ver o estado livre da aftosa. Acreditamos também na responsabilidade do governo estadual em continuar fiscalizando e realizado trabalhos de prevenção na fronteira com a Bolívia e outras ações preventivas”, disse o diretor da Acrimat, Maurício Campiolo. O vice- presidente da Acrimat, José João Bemardes, disse que “o projeto de lei para a criação do no fundo voltado à sanidade bovina está sendo elaborado e praticamente pronto”.