Assembleia dos credores do Frialto deve acontecer somente em 2011
O assessor jurídico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Armando Biancardini Candia, se mostra descrédulo de que a assembleia geral dos credores do grupo Frialto aconteça ainda este ano. A perspectiva negativa é devido a greve dos servidores da justiça estadual, que já passa dos três meses. A empresa protocolou no dia 29 de julho o Plano de Recuperação Judicial, na 2ª Vara da Comarca de Sinop, mas devido a greve o processo está parado. A dívida total da empresa é de R$ 564 milhões e os pecuaristas tem a receber R$ 97 milhões.
Conforme explicações do assessor, após apresentar o plano de recuperação, os credores teriam 30 dias para analisar e fazer objeções às propostas apresentadas. Estas observações deveriam ser entregues por escrito e protocoladas na Comarca de Sinop até hoje. Depois disso, o juiz teria mais 150 dias para marcar a assembleia geral de credores, que deveria acontecer até o final de 2010. Todo este cenário seria possível somente se a justiça estivesse em pleno funcionamento.
Candia observou que mesmo os servidores voltando imediatamente ao trabalho, seria praticamente impossível uma convocação da assembleia para este ano. “Assim que a justiça voltar a funcionar o tramite começa do zero e todos os prazos começam a ser contados a partir daquele momento. São necessários no mínimo 180 dias para o juiz analisar e definir datas processuais. Tudo indica que só em 2011 será possível resolver a questão do processo de recuperação judicial do Frialto”, declarou, por meio de assessoria de imprensa.
Na primeira hipótese a empresa retoma suas atividades sem novos financiamentos. Neste cenário a proposta é de que após a homologação do Plano na assembleia geral dos credores cada credor estratégico cujo crédito não seja superior a R$ 25 mil será pago integralmente cinco dias depois; aos demais credores, 10% do saldo devedor a cada credor 35 dias depois; 50% do saldo devedor seriam pagos em 11 parcelas mensais; e o saldo restante (40%) pago em 12 parcelas mensais, somando dois anos para quitar o débito.
Na segunda hipótese, o frigorifico prevê a continuidade das operações com financiamentos no valor de R$ 50 milhões. Nesse caso, após a homologação do Plano na AGC, cada credor estratégico cujo crédito não seja superior a R$ 25 mil será pago integralmente cinco dias depois; aos demais credores pagamento de 10% do saldo devedor 35 dias após o pagamento previsto aos que receberam integralmente; 10 dias após o desembolso do valor do financiamento, pagamento de 50% do saldo devedor; e o saldo restante pago em 11 parcelas mensais.
A paralisação das atividades do Frialto ocorreu no dia 21 de maio e a empresa protocolou o pedido de recuperação judicial na Comarca de Sinop (MT), no dia 24 de maio. As duas unidades que estão em funcionamento do Grupo Frialto são em Sinop e Matupá. Juntas somam 1,2 mil animais abatidos por dia. Segundo a empresa estas duas unidades foram escolhidas para continuarem em atividade por possuirem estruturas e relacionamento comercial para exportação, fato esse que agrega valor aos produtos comercializados neste momento.








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