Fim de acordo deve encarecer custo da pecuária em Mato Grosso
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, solicitou ao governador Silval Barbosa o restabelecimento do Protocolo 51, que suspende a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sobre remessa de gado gordo para abate ou industrialização, oriundo dos municípios localizados na fronteira entre Mato Grosso e Rondônia.
O Departamento Técnico da Famato aponta que, se o pecuarista de Rondolândia tiver que abater o gado no lado mato-grossense (297.247 mil cabeças - Indea), por exemplo, terá que bancar o custo do frete para os municípios de Tangará da
Serra ou Juara, localizados entre 600 e 800 km de distância, sendo mais de 400 km de estrada de chão. Isto geraria um aumento no custo de aproximadamente R$ 4,00 que são descontados no preço de cada arroba paga ao produtor.
O período de vigência do protocolo, assinado em 2008 pelas Secretarias de Fazenda dos dois Estados, acabou dia 10 junho. Do lado matogrossense a preocupação da federação é com o município de Rondolândia, contemplado pelo acordo. Segundo Prado, a interrupção no envio do gado daquela região para os frigoríficos localizados no estado vizinho (aproximadamente 100 Km de Ji-Paraná), inviabilizará a pecuária local.








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