Balança tem queda de 4,2%
O saldo da balança comercial de Mato Grosso fechou o mês de julho 4,2% menor do que no acumulado entre janeiro e julho de 2009, com a exportação de US$ 4,793 bilhões nos 7 primeiros meses deste ano ante 5,003 bilhões no mesmo período de 2009. Analisando somente o mês de julho, o resultado também não foi positivo. Com relação ao sétimo mês do ano passado, a redução foi de 9% no saldo da balança, sendo que as exportações reduziram 10% e as importações 20%.
Os resultados foram positivos apenas em comparação à junho, quando o valor movimentado pelas exportações foram 13% menores do que o volume em julho, passando de US$ 768 milhões para US$ 800 milhões.
Os resultados negativos são, segundo o economista Vitor Galesso, consequência dos preços das commodities, principais produtos enviados para o exterior pelo Estado. Para Galesso, o desempenho de Mato Grosso nos últimos 10 anos é excelente e isso pode ser atribuído à demanda pelos produtos nos países asiáticos. Agora, de acordo com o economista, as exportações foram comprometidas pelos baixos preços e pela desvalorização do dólar perante o real. "Os exportadores estão segurando os produtos na esperança de ter melhores preços até o final do ano", afirma Vítor Galesso e ainda completa que até o final do ano esta negatividade pode ser revertida, mas que o crescimento deverá ser pequeno com relação ao ano anterior.
O principal produto exportado pelo Estado continua sendo a soja, com 53% de participação, do total, mas entre os meses de janeiro e julho deste ano ela apresentou uma redução de 16% no valor das exportações em relação ao ano anterior. A queda foi de US$ 553 milhões entre um ano e outro. Outros produtos da cadeia agrícola também tiveram o envio reduzido, como é o caso do algodão, que registrou um queda de 33% neste período e reduziu de US$ 141 milhões para US$ 95 milhões.
Porém, a cadeia produtiva da carne bovina recupera mercados perdidos e cresceu nos 7 primeiros meses deste ano 53%. O embarque de ave proveniente de Mato Grosso aumentou em 34% entre 2009 e 2010 e o de miúdos cresceu 190%.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Antônio Freitas, este incremento na movimentação financeira da exportação da carne está atribuído ao maior envio de cortes para Europa, país que compra carnes nobres e por isso paga mais. "A Europa paga mais pela carne e temos mais propriedades habilitadas à exportar para lá. Por isso, o valor cresceu mais do que o volume".
O aumento no volume exportado foi de 26% passando de 76 mil toneladas para 96 mil toneladas no acumulado deste ano, enquanto o crescimento de 53% nos valores arrecadados, saltando de US$ 230,75 milhões em 2009 para US$ 354,95 milhões este ano.








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