Aftosa: Especialistas temem fim da obrigatoriedade da vacinação no MT

Pecuaristas e agentes da defesa sanitária concordam que Estado não deve oficializar o pedido ainda
Sex, 13/08/2010
Assessoria de Imprensa Indea
Portal DBO
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Segundo o Indea, Instituto de Defesa Agropecuária e a Acrimat, Associação dos Criadores de Mato Grosso, o status de livre da febre aftosa sem vacinação traria mais desvantagens que vantagens para o Estado neste momento. A própria Famato, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, embora defenda a ideia, admite que isso só vai ser possível com a garantia, pelos governos federal e estadual, de que as vacinações na faixa de fronteira com a Bolívia sejam mantidas e intensificadas.
 
Segundo Daniella Almeida Bueno, médica veterinária da Coordenadoria de controle de doenças dos Animais do Indea, Mato Grosso ainda não tem a segurança necessária para abolir a vacinação contra aftosa. "A não ser que se consiga fechar toda a fronteira com a Bolívia". Além disso, conforme explicou, não vale a pena o estado pedir esse status livre sem vacinação isoladamente dos demais estados da região Centro-Oeste.
 
Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, diz que o status de livre de febre aftosa sem vacinação deve estar baseado em critérios técnicos, com o aval do Departamento de Saúde Animal da Agricultura. "Vai ter que ter um trabalho diferenciado na fronteira para impedir a movimentação de vírus, e certamente não será o produtor que terá que ir à fronteira fazer a fiscalização, pois esta é uma tarefa dos governos federal e estadual".
 
Os perigos da reintrodução da aftosa precisam ser considerados, conforme também assinala Antonio Carlos Carvalho de Sousa, conselheiro do Fesa, Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso. "Porque Mato Grosso é um estado central com vários vizinhos, inclusive a Bolívia, que está passando por problemas internos, colocando em risco os trabalhos sanitários na faixa de fronteira, feitos pela iniciativa privada.

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