Vacinação contra a Aftosa atinge 99,69% do rebanho de Mato Grosso

As 35 mil cabeças que não foram comunicadas receberão doses para fechar campanha com 100%.
Qua, 14/07/2010
TVCA Online
aftosa

Das 11.592.921 cabeças de gado com idade de zero a 24 meses do rebanho de 27,3 milhões de Mato Grosso, 11.557.116, foram vacinados de forma espontânea, isso representa 99,69% do rebanho que participa da etapa de vacinação no mês de maio. O resultado da campanha da vacinação contra a febre aftosa, em bovinos e bubalinos de zero a 24 meses da etapa de maio da Campanha Nacional de Erradicação da Febre Aftosa de 2010 foi divulgado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT),órgão vinculado a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder).
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Jilson Francisco, “o resultado demonstra um comprometimento grande de todos, quando o assunto é a questão sanitária de nosso rebanho. Esse compromisso assegura as conquista de mercado, confiança e qualidade de nossa carne”.
Para o presidente do Indea-MT, Valney Corrêa, “o grau de conscientização do produtor é muito grande, mas mesmo assim nosso trabalho não para por aí, agora vamos trabalhar para chegarmos ao 100% do rebanho, pois os 35 mil que não foram comunicados espontaneamente receberão a vacina”.
 
O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, ressaltou o compromisso de Mato Grosso com a sanidade animal, apesar das dificuldades em se chegar as mais de 100 mil propriedades rurais que lidam com a pecuária. “Esses índices demonstram que o trabalho é feito com uma grande parceria entre o setor produtivo, governo estadual e federal, através do Mapa. Todos com um mesmo objetivo, que é o de continuar produzindo e colocando carne de qualidade em mais de 180 países”, disse Vacari.
 
Nessa etapa, o pecuarista investiu R$ 12,4 milhões na compra de vacinas. Segundo levantamento do Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, a dose da vacina foi vendida no mês de maio, a R$ 1,13 em média no estado, o que representa um aumento de 2.72% no custo em relação aos valores praticados no ano passado, quando foi comercializada por R$ 1,10 a dose.
 
“Esse é um investimento que o pecuarista faz com gosto, pois sabe da importância em proteger seu rebanho de uma doença que pode tirá-lo do mercado, principalmente externo”, avaliou o superintendente. A próxima etapa de vacinação acontece em novembro e atinge todo rebanho de Mato Grosso.
 
 
Multa
 
A campanha de vacinação foi realizada no período de 1º a 31 de maio. Quem não vacinou o seu gado vai sofrer algumas sanções. Aquele que vacinou o animal, mas não comunicou ao Indea, vai ter uma penalidade administrativa, onde a ficha sanitária da propriedade vai ficar bloqueada pelo dobro de tempo do atraso da comunicação.
 
Isto é, o produtor não vai poder fazer nenhuma movimentação de animais nesse período. Aqueles que não vacinaram o gado, além da ficha sanitária ficar bloqueada, ainda terão que pagar uma multa de 2.5 UPFs, que representa R$ 82,50 por cabeça não vacinada, e comprar a vacina, para que técnicos do Indea, acompanhem a vacinação.
 
 
INVESTIMENTO
 
Gastos coma vacinação atingem R$ 12,4milhões
 
Os pecuaristas de Mato Grosso gastaram nesta etapa de vacinação contra a febre aftosa R$ 12,4 milhões na compra de vacinas.
 
No mês de maio, cada dose foi comercializada no Estado a R$ 1,13 em média, de acordo com informações do Instituto de Economia Agropecuária (Imea/MT).
 
Esse valor representou um aumento de 2,72% nos custos sobre os praticados no mesmo período do ano passado, quando o produto esteve cotado a R$ 1,10.
 
“O custo do produtor nesta campanha foi muito maior, porque não teve afigura do vacinador, como no ano passado”, explicou a médica veterinária do Programa Estadual de Febre Aftosa, Daniela Soares.
 
Além de custear o produto, teve a despesa adicional do transporte da cidade às propriedades.
 
De acordo com o superintendente federal do Ministério da Agricultura e Pecuária em Mato Grosso (Mapa), Chico Costa, há possibilidade do ministério liberar R$2 milhões para realização do trabalho de vacinação e fiscalização na fronteira com a Bolívia, onde o controle da doença era realizado com apoio do Fundo Emergencial da Febre Aftosa do Estado de Mato Grosso (FEFA), extinto no ano passado após decisão da Justiça.
 
“Esse é um investimento que o pecuarista faz com gosto, pois sabe da importância em proteger seu rebanho de uma doença que pode tirá-lo do mercado, principalmente externo”, avaliou o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.
 

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