Visita à UE pode abrir espaço
Das 109.498 mil propriedades com atividade pecuária existentes em Mato Grosso, apenas 353 estão habilitadas para fornecer carne à União Europeia (UE), considerado o melhor mercado no cenário internacional para o segmento. Em todo país, essas áreas somam duas mil. Com a visita a Bruxelas do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ontem, a exportação da carne para o mercado europeu e a rastreabilidade animal será discutida e pecuaristas mato-grossenses apostam na maior abertura do mercado para os produtos regionais.
Apesar do número pouco expressivo, a adesão de pecuaristas mato-grossenses ao credenciamento das propriedades aumentou 108,87% desde junho do ano passado até agora. Na época, havia 169 propriedades habilitadas. Agora, segundo dados da superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), elas totalizam 353.
Esse aumento, porém, é explicado pelo atraso na vistoria das propriedades, que foram retomadas no primeiro semestre de 2009, após um período de suspensão nos trabalhos, com a visita de uma missão europeia em 2008, segundo informações da Coordenadoria do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov/Mapa).
Atualmente, a ação é realizada num trabalho conjunto entre técnicos do Mapa e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O serviço de rastreamento de bovinos e bubalinos é mantido desde 2006. “Antigamente, tínhamos muitas fazendas habilitadas, mas a UE restringiu”, comentou o superintendente da Associação e Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari. “Agora, devagar esse número vai aumentando.
Qualquer progresso na certificação nos dá possibilidade de verticalização da produção”. O empresário Ricardo Amaral, proprietário da certificadora Localiza Rastreabilidade e Certificação Animal, assegura que desde 2002 o interesse dos pecuaristas pela rastreabilidade animal tem aumentado. “Tem uma demanda alta aqui no Estado e hoje tenho 150 clientes”. A cada seis meses, ele repete a vistoria do rebanho. O cadastramento no Sisbov é voluntário, sendo obrigatório apenas para as propriedades que mantêm ou tem interesse em manter o comércio com países onde a rastreabilidade animal é exigida.
As exigências estão estabelecidas na Instrução Normativa 17/06, tais como controle de movimentação animal, vacinação e cadastro de produtor. Na próxima semana, o ministro Rossi e os secretários de Relações Internacionais, Célio Porto, e de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, terão reuniões de alto nível com autoridades europeias. A intenção dos brasileiros é formalizar um convite para a visita dos europeus ao país, para que obtenham mais informações sobre a produção pecuária nacional.







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