Mercado tem recuperação
Pecuaristas mato-grossenses que têm investido no mercado de reposição de bovinos sentiram uma recuperação nos preços em comparação com maio do ano passado, em especial para os animais de oito meses (bezerros desmamas), atualmente com o preço da arroba cotada em R$ 111,97. Para os animais desta faixa etária, a valorização chega a 11,4%, podendo alcançar a média de R$ 615,81, contra o total de R$ 552,79, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT), entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
A segunda maior valorização no período foi observada para as fêmeas com idade de oito meses, alcançando a margem de 11,2%, tendo o preço da arroba cotado a R$ 84,81. A esse preço, a bezerra desmama dessa idade chega a ser comercializada por R$ 424,05, contra o valor de R$ 381,40 no mesmo período do ano passado.
A terceira melhor cotação do período está relacionada, segundo o Imea-MT, às fêmeas de 12 meses, valorizadas em 11% no período, com o preço da arroba sendo comercializada a R$ 80,56. Atualmente, a bezerra desmama dessa idade, pesando seis arrobas em média, alcança o valor de R$ 483,33, contra R$ 435,50 no ano passado.
De acordo com o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, essa atual situação do mercado é explicada por causa do alto volume de abate de fêmeas realizado no ano passado, que desencadeou uma valorização dos animais de reposição. “Em períodos de crise, o pecuarista encaminha as fêmeas tambémpara o abate”.
ABATE
De acordo com o Imea-MT, o abate de fêmeas em Mato Grosso aumentou 12% em março deste ano, se comparado com fevereiro. Hoje, 41% dos animais abatidos nas plantas frigoríficas do Estado são fêmeas. “Em Mato Grosso se continua abatendo um volume alto de fêmeas, o que encarece o preço dos bezerros”, comenta o presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Luiz Antônio Freitas.
No geral, o volume de abates registrado em março deste ano foi o mais alto desde abril de 2008, conforme aponta o Imea-MT. Em comparação com fevereiro deste ano, houve um acréscimo de 15% em março, quando foram abatidas 392 mil cabeças, ante o volume de 340 mil no mês anterior. Nos três primeiros meses de 2010, houve incremento de 4% no número de abates, em comparação com o último trimestre de 2009, totalizando 1,11 milhão de cabeças abatidas.







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