Exportação de carne bovina começa a reagir em MT
Os pecuaristas de Mato Grosso querem esquecer 2009. A queda nas exportações de 18,5% no ano passado deixou um gosto de fel na boca e no bolso do produtor. Mas as noticias começam a mudar e os números indicam que a tendência é positiva.
Segundo levantamento feito pelo Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o volume exportado de carne bovina no Estado subiu 4,56%, passando de 10,73 ton. para 11,23 ton., de dezembro para janeiro deste ano.
“Esses números demonstram que o setor esta se recuperar da crise iniciada no final de 2008 quando os compradores queriam comprar, mas não tinham dinheiro. A queda da demanda de carne ocorreu principalmente nos países que dependem do petróleo e que são grandes compradores de nossa carne, com a Venezuela, Rússia e Oriente Médio”, analisa o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso - Acrimat, Luciano Vacari.
Não existe uma previsão exata no mercado, mas a expectativa do setor pecuário é de que o patamar de exportação em 2010 atinja os índices de 2008 onde a média mensal foi de 18.978 toneladas (equivalente carcaça). Em 2009 a média foi de 15.472, 18,5% menor.
“Com a volta do mercado da China, que reconheceu mais 13 estados livres da aftosa, depois de cinco anos de embargo, e com o crescimento do consumo de carne, acreditamos que 2010 será um ano positivo para o setor. Não dá para dizer que vamos atingir os patamares de 2008, mas podemos garantir que será melhor que 2009”, avaliou o superintendente da Acrimat.
Para a Acrimat, Mato Grosso está preparado para atender o aumento das exportações. Além de grande oferta de gado, por conta do aumento de 5% do rebanho de 2008 para 2009, onde saltou de 25.933.205 milhões de cabeças para 27.294.923 milhões, o que significa 1.313.814 milhão de novas cabeças, os pecuaristas estão produzindo de forma sustentável.
”Com regras mais claras e aplicáveis da rastreabilidade, fator primordial para continuarmos competindo em mercados internacionais mais atraentes, como a Europa, o produtor está apto a competir e conquistar uma boa fatia desse mercado. Além disso, o pecuarista está mais consciente e produzindo respeitando o meio ambiente”, frisou Vacari.








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