Investimento em tecnologia pode dobrar produção de combustível

Qui, 21/01/2010
Folha de São Paulo

Mato Grosso possui hoje 17 empresas que produzem biodiesel patenteadas pelas ANP - Associação Nacional de Petróleo. Todas utilizam o sebo, ou seja, a gordura animal como matéria-prima.
Entretanto, de acordo com Marco Aurélio Ribeiro Coelho, assessor executivo do Sindicato das Indústrias de Biodiesel, SindiBio, um dos problemas enfrentados é que 80% do sebo produzido em Mato Grosso vai para fora do Estado.
 
Marco Aurélio explica, que por questão de impostos, tem compensado mais para os frigoríficos mandar o sebo para fora do estado. “Mas isto ainda estamos discutindo para encontrar uma equação que seja boa para o estado, frigoríficos e produtores’, afirma.
 
De acordo com Adriano Saies, proprietário da SSIL, empresa que produz biodiesel exclusivamente a partir de produtos de origem animal, as indústrias de biodiesel são um setor ainda em desenvolvimento, o que demanda novas pesquisas, pois ninguém possui ainda total controle da tecnologia de produção. “É possível dobrar a produção apenas investindo em tecnologia”, argumenta.
 
Marco Aurélio Ribeiro, assessor executivo do Sindicato das Indústrias de Biodiesel de Mato Grosso, os empresários do setor estão investindo alto em tecnologia menos poluentes que o diesel. O que demonstram, de acordo com Ribeiro, que os empresários pioneiros têm responsabilidade social grande.
 
“A produção de biodiesel e Mato Grosso é um setor que está começando certo. O biodiesel é algo fantástico. Saiba que todos aqui estão falando e investindo neste biocombustível”, disse Marco Aurélio.
 
No dia 26 de janeiro, todo o setor envolvido na produção de biodiesel irá se reunir com o secretário de Fazenda, Eder Moraes, para passar os números oficiais de produção de biodiesel em Mato Grosso.
 
De acordo com o assessor executivo do SindiBio, neste encontro também será discutida a interação entre o Sindifrigo, Sindicato dos Frigoríficos de Mato Grosso e o SindiBio para conversar sobre a questão do sebo. “Vamos discutir para que as duas indústrias se unam para fortalecer cada vez mais a produção em Mato Grosso”, afirma Ribeiro.

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