Produção agropecuária sustentável em Mato Grosso

Qua, 02/09/2009
Amado de Oliveira Filho

Uma das conclusões da Bienal da Agricultura realizada no mês passado pela Famato e parcerias em Mato Grosso é que a agropecuária aqui realizada é plenamente sustentável sob o aspecto social e ambiental. Claro que a sustentabilidade econômica está e deve continuar a ser discutida com os agentes do setor e governos, afinal, onde está a infra-estrutura necessária para transportar nossas riquezas?
 
Em uma palestra do evento, o presidente da Famato, Rui Prado, debateu a sustentabilidade da produção agropecuária. Afirmou o presidente que o produtor rural tem conhecimento de que o mundo, principalmente os países mais ricos, demanda por mais alimentos, porém, sem a conversão de vegetação nativa.
 
Estão certos, não tenho qualquer dúvida de que não devemos desmatar para produzir alimentos. Até que estes próprios consumidores peçam, esta é uma decisão que o mercado tomará para continuar a vida humana no planeta.
 
Outro aspecto de grande importância para a população de Mato Grosso é que o desenvolvimento do Estado não se traduz apenas em alimento "barato" para o povo, mas aumento de divisas, geração de emprego, renda e, por conseguinte mais qualidade de vida.
 
Ou seja, a atividade agropecuária e a agregação de valor à sua produção é a grande responsável pelo financiamento dos programas sociais governamentais, a exemplo de programas de asfaltamento de rodovias estaduais e a construção de casas populares com parte de recursos do Fethab, que tem no segmento produtivo rural grande fonte de seu financiamento.
 
Uma informação que precisa ser divulgada à sociedade, inclusive pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), é que no ano agrícola 2005/06 Mato Grosso utilizou 7,5 milhões de hectares e produziu 21,6 milhões de toneladas de cereais, fibras e oleaginosas.
 
Já na safra 2008/09, com um acréscimo de apenas 4% e áreas, não necessariamente oriundas de novos desmatamentos, utilizando 7,78 milhões de hectares, foram produzidas 26,0 milhões de toneladas, verificando-se um aumento de 21,0% através de ganhos de produtividade.
As informações da pecuária são mais alvissareiras ainda. Contava com 23,5 milhões de hectares de pastagens no ano 2000 e um rebanho de aproximadamente 19 milhões de cabeças de gado bovino. Em 2008 o rebanho alcançou um total de 26 milhões de cabeças de gado com utilização de 25,7 milhões de hectares.
 
Desta forma com um aumento de 9,0% nas áreas de pastagens aumentou-se o rebanho em 38%. Isto é um espetáculo de crescimento com desenvolvimento sustentável.